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sábado, 24 de dezembro de 2011

O Rio dos Trabalhadores


O documento histórico “O Rio dos Trabalhadores” narra a história do Rio nos primeiros anos do século XX por meio de imagens de Augusto Malta, Marc Ferrez e outros. Neste período se deu o início da trajetória de modernização da cidade, uma tentativa de “civilizá-la” dentro dos moldes europeus. O então prefeito Pereira Passos, com suas “reformas sanitaristas”, iniciou o que viria a ser mais do que uma reforma física. Por trás da idéia de destruição “da imundice dos quiosques e da infâmia dos cortiços” estava a erradicação de hábitos populares que não se encaixavam na nova divisão do trabalho. Liberdades civis passaram a ser restringidas a serviço da modernização. Foi uma verdadeira luta contra aqueles que eram considerados “os autores do atraso nacional” – leia-se o povo.

O filme também trata das mudanças na organização dos trabalhadores, conseqüência do processo de industrialização. Mostra como se desenvolveu uma nova estrutura de sujeição do operariado, desde meios de controle de agitações até medidas assistenciais que os levava a aceitar aquela condição. Por ser composto de fotografias e outras imagens, um pedaço do filme é dedicado a ressaltar o valor desse tipo de documentação para a vida dos operários, sua história e seu fortalecimento nas lutas.

Sugestões de uso:
Esse filme pode ser utilizado como material para aulas de História e Geografia do Rio de Janeiro, abordando a história da classe operária e a questão da ocupação do espaço urbano. Além disso, também pode ser utilizado em debates e palestras que envolvam o tema da habitação, da reformas sanitárias e da História dos Trabalhadores.

Ficha técnica:
Data: 2002
Direção: Paulo Castiglioni e Maria Ciavatta Franco
Duração: 20 minutos
Realização: UFF / CNPQ / FAPERJ

Videoteca

Braços Cruzados, Máquinas Paradas


"Braços Cruzados, Máquinas Paradas" é um filme sobre a luta e a organização dos metalúrgicos de São Paulo. A eleição do sindicato e a greve que ocorreu em 1978, e que mudaria o cenário sindical brasileiro, dão ao filme as cenas de ação, em meio a uma profunda discussão sobre o sindicalismo brasileiro e um dos seus maiores problemas: a estrutura sindical corporativa do Estado.
Em 1978 fazia 14 anos que o país vivia sob a ditadura militar. Desde 1968, praticamente não se ouvia falar em greves. Milhares de sindicalistas foram presos, torturados ou mortos. Nos sindicatos reinavam os pelegos indicados pelo governo. Entre os metalúrgicos de São Paulo havia um grupo de trabalhadores ligados à Oposição Sindical Metalúrgica (OSM-SP), que organizava comissões de trabalhadores por fábricas.
No mesmo ano de 78 lançaram uma chapa para o sindicato. Em meio ao processo da campanha eleitoral, ocorreu a greve dos metalúrgicos do ABC. A OSM-SP consegue então mobilizar a categoria e deflagrar uma das mais importantes greves do país. Contra os patrões, o governo, a polícia e o sindicato, os trabalhadores entravam nas fábricas e, ao lado das máquinas paradas, permaneciam de braços cruzados. A vitória obtida no processo eleitoral do sindicato da América Latina não pode, porém, ser comemorada. Novamente o governo interveio no sindicato e nomeou uma diretoria comprometida com os seus interesses e dos patrões.
A OSM-SP, as organizações de base e o espírito de luta demonstrado naqueles dias, contudo, não foram esquecidos. Nascia ali um novo sindicalismo. Junto com os metalúrgicos do ABC e diversos outros sindicatos e oposições sindicais de todo o país a OSM-SP criaria, anos depois, a CUT. Suas idéias e praticas iriam influenciar o sindicalismo brasileiro por muitos anos e sua luta entraria para a história como uma das mas radicais e belas experiências da classe trabalhadora no Brasil.
Indicações de uso:
"Braços Cruzados, Máquinas Paradas" é indicado para aula de História, de Cidadania e para cursos de formação sindical e debates políticos. O filme é de uma profundidade ímpar no trato dos problemas do movimento sindical no Brasil, aprofundando o debate sobre a estrutura sindical. As origens do novo sindicalismo e da CUT aparecem neste filme protagonizados por aqueles que, ao longo do tempo, ficaram menos conhecidos - as oposições sindicais.
Ficha técnica:
Data: 1978
Direção: Sérgio de Toledo Segall e Roberto Grewitz
Duração: 76 minutos
Realização: Grupo Tanumã

Videoteca 

Os Rurais da CUT


Documentário sobre a luta e organização dos trabalhadores rurais no Brasil a partir da organização do 1º Congresso do Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais da CUT (DNTR-CUT). O vídeo resgata a memória das principais lutas no campo desde a década de 1950, mostrando que a reforma agrária, a defesa do meio ambiente, a produção familiar e as melhorias das condições de trabalho e dos salários não é uma luta só dos rurais, mas de toda a classe trabalhadora.
"Os Rurais da CUT" mostra como o golpe militar abortou, através da repressão, as lutas e a organização dos trabalhadores rurais. O processo de modernização que foi implantado favoreceu apenas os grandes produtores, os latifundiários e a agroindústria, com subsídios, créditos para exportação etc. Aos trabalhadores coube a miséria e o êxodo para as periferias dos grandes centros.
Agrotóxicos, super exploração do trabalho, controle de poços pelos grandes proprietários, falta de acesso à terra, baixos salários, derrubada das florestas e construção de barragens. Estes foram alguns dos fatores que levaram os trabalhadores às greves, às ocupações de terra e à organização.
Com depoimentos emocionantes e imagens chocantes, o filme mostra a participação de trabalhadores sem-terra, parceiros, meeiros, seringueiros e outros extrativistas, pequenos agricultores, bóias-frias e assalariados rurais.
Indicações de Uso:
"Os Rurais da CUT" é um documentário indicado para aulas de História, Geografia, Cidadania e para debates políticos e cursos de formação sindical que tenham como tema a política agrária brasileira, o sindicalismo no Brasil e a luta pela terra.
Ficha Técnica:
Duração: José Roberto Novaes e Paulo Pestana
Realização: DNTR-CUT e Centro Ecumênico de Documentação e Informação
Duração: 35 minutos
Data: 1992

Videoteca 

História do Sindicato dos metalurgicos do ABC


O vídeo, dividido em cindo partes, mostra as lutas, os desafios e as conquistas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante 60 anos de sua história. O ponto alto é o telejornal sobre a época da grande greve de 1980, um dos fatos marcantes das origens do novo sindicalismo. Em destaque, o nascimento da liderança nacional Luiz Inácio da Silva, o Lula, nas assembléias no Estádio da Vila Euclides. O documentário tem depoimentos dos trabalhadores e ex-presidentes do Sindicato. 
O cine-jornal retrata o início das lutas dos metalúrgicos, a era Getúlio Vargas, a Revolução de 30 e a deportação de trabalhadores estrangeiros. Finalmente nos apresenta um programa de rádio dos anos 50: as numerosas greves, a ditadura militar, a intervenção nos sindicatos, o período do assistencialismo e do arrocho salarial dos anos da ditadura. O vídeo resgata importantes fases da história política e cultural do País, misturadas à história de um dos maiores sindicatos brasileiros.
Indicação de uso:
O vídeo é um excelente material para ser utilizado em aulas de História, pois mostra muitas fases históricas do Brasil, com ênfase na participação e lutas dos trabalhadores.
Ficha técnica:Direção: Renato Tapajós
Realização: TV dos Trabalhadores – Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Duração: 52 minutos
Data: Início da década de 90
 
Na videoteca: 
25 anos do sindicato dos metalurgicos do ABC
50 anos do sindicato dos metalurgicos do ABC