Mostrando postagens com marcador Criança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Criança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Para você que fez doação ao Criança Esperança: "Quanto vale ou é por quilo": quando a miséria dá lucro - Você fez doação ao Criança Esperança???



Há cinco anos, com o filme “Cronicamente inviável”, o diretor Sérgio Bianchi disparou sua metralhadora giratória contra as muitas mazelas da sociedade brasileira: da hipocrisia da classe média ao tráfico de órgãos humanos. 

Agora, com “Quanto vale ou é por quilo”, a história não é muito diferente. São poucas as instituições da sociedade brasileira que saem ilesas do filme, mas são as “Organizações Não-Governamentais”, as ONG’s, que são mortalmente feridas pelo filme de Bianchi.Tendo como ponto de partida o conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, e traçando paralelos entre histórias reais (retiradas do Arquivo Nacional), envolvendo os desmandos e abusos que marcavam as relações entre senhores e escravos, por volta de 1790, e o dia-a-dia de uma empresa patrocinadora de projetos como “Informática na Periferia”, “Sorriso de Criança” e “Projeto Alegria”, o filme de Bianchi descortina o quanto de corrupção e falcatruas existe nesse setor que, nas palavras de um personagem, vive de “faturar em cima da permanência da miséria”.Um setor que, também segundo dados apresentados no filme, é composto por mais de 20 mil entidades que movimentam nada menos do que U$ 100 milhões por ano.

Dieta na consciência
É inegável que dentre as milhares de organizações (que, diga-se de passagem, surgiram e se proliferam devido à total ausência do Estado na área social) e os milhões de funcionários e voluntários que elas empregam, há gente e entidades honestas, mas também é impossível negar que muitos são aqueles que se utilizam de ONG’s para obter altos lucros, desviar verbas públicas, lavar dinheiro sujo ou acobertar negócios escusos. Tudo isso é escancarado no filme, com também algumas tantas outras facetas não menos asquerosas de toda essa história: desde a “disputa”, entre diferentes entidades, pelos miseráveis até a relação que gente endinheirada mantém com entidades filantrópicas. Particularmente no que se refere a esse ponto, o filme é de um sarcasmo brilhante ao mostrar como muita gente faz do assistencialismo uma forma de expiar suas culpas e promover uma “dieta na consciência”, como afirma uma “perua com consciência social”, que aparece no filme.

A liberdade de consumir
Apesar de estarem no centro da história, as ONG’s não são as únicas atingidas por “Quanto vale ou é por quilo”. Sobram disparos para praticamente todas as instituições da democracia burguesa. Uma sociedade que é brilhantemente definida pelo personagem de Lázaro Ramos, um bandido extremamente bem-articulado: “a liberdade de consumir é a única e verdadeira funcionabilidade da democracia”.Todo resto é uma farsa ou pura maquinação que se volta contra o povo, seja com a escravidão nos séculos passados, seja pela manutenção de um exército de miseráveis, hoje presos às correntes da “modernidade”: a fome, o desemprego, a falta de acesso a quase tudo. 
Uma situação que transforma a população mais carente em meras peças num jogo que envolve entidades desonestas, órgãos governamentais e empresas, que descobriram que é sempre possível lucrar com a miséria.No filme, a enorme rede de falcatruas surge em uma excelente cena no Teatro Municipal de São Paulo, onde se realiza uma “festa solidária” para homenagear os que se destacaram no setor. Entre um gole de champanhe e uma beliscada no canapé de caviar, “ongueiros” e seus parceiros discutem como se beneficiar das Parcerias Público-Privada, o inflacionamento do valor das propinas pagas aos órgãos públicos e a lucratividade do setor. Também nessa festa, o personagem de Caco Ciocler, um dos donos da entidade, aproveita para contratar o assassinato de uma líder comunitária que está ameaçando seus interesses. Enquanto isso, mais uma vez, o “povo” é engambelado. 


A total falta de perspectiva
Como geralmente acontece nos filmes de Sérgio Bianchi, o povo surge vitimado pela total falta de perspectivas, “escravos sem dono”, encurralados pelo Estado ausente, o assistencialismo corrupto e a violência por todos os lados.Uma violência apresentada de forma excepcional. Traçando um paralelo entre os negros capitães do mato que capturavam escravos fugitivos (num episódio baseado no conto de Machado de Assis) e os matadores de aluguel que, hoje, fazem o serviço sujo para a burguesia e os órgãos de repressão, eliminando gente “rebelde” ou chacinando jovens na periferia, Bianchi ainda lança um disparo certeiro contra a polícia e suas práticas assassinas.Permeado por cenas fortes e bem-construídas, e com uma excelente trilha sonora, “Quanto vale” é, certamente, uma agradável exceção em meio à mesmice das produções hollywoodianas e a infinidade de bobagens descartáveis que invadem as telas de cinema país afora. Apesar do característico ceticismo do diretor, o filme é uma denúncia contundente do capitalismo e suas mazelas.
Aliás, no filme, a quase total falta de perspectiva dos personagens pobres é, de certa forma, amenizada pela personagem Arminda, que denuncia o superfaturamento de um dos projetos. Dela surge, a princípio, alguma possibilidade de resistência e luta. Contudo, é o “bandido consciente” de Lázaro Ramos que Bianchi usa em uma impagável comparação para transmitir seu hilário cinismo, ao estabelecer semelhanças entre os seqüestros e os métodos de “captação de recursos” e “redistribuição de renda” praticados pelas ONG’s. Trata-se de um comentário que torna ainda mais impactante os “dois finais apresentados no filme. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Crianças de consumo


"Crianças de consumo, a comercialização da Infância", mostra como as grandes corporações utilizam-se da infância para gerar lucros gigantescos, vendendo todo o tipo de produtos, muitas vezes, de forma desonesta, desumana e pouco ética, tornando-as vulneráveis na idade mais delicada de suas vidas.

Cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais substitui-se a brincadeira de rua pela tela de TV ou computador. Com isso as crianças estão tornando-se mais obesas e menos atentas. O número de casos de disfunção bipolar infantil é 4 vezes maior que há 30 anos atrás, sem falar em outras doenças crescendo assustadoramente nessa faixa etária como diabetes, depressão, hipertensão

Os comerciais de Fast-food, brinquedos, roupas, até mesmo automóveis para os pais são feitos utilizando-se de profissionais como psicólogos e antropólogos, desviando a ciência para uma única direção: o lucro.

"Estamos criando uma geração de super consumidores" (Sinopse copiada do original do blog "docverdade"

Créditos:
Responsáveis pelo excelente documentário:
http://www.mediaed.org
___
Legendas: http://docverdade.blogspot.com
Revisão e correções: Amhiro/ECOmantiqueira

terça-feira, 5 de junho de 2012

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO


Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui:

Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.
(Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. As partes seguintes estão ao final deste texto.)
Produtora: Maria Farinha Produções
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti

Sinopse: "Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?" Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Instituto Alana: http://www.alana.org.br/
Vídeos do 2° Fórum Internacional Criança e Consumo realizado em 2008:http://www.forumcec.org.br/
Baixe este documentário em alta qualidade de imagem:
Codec necessário para assistí-lo:
Ou um aparelho de DVD compatível com DivX / XviD.
Não guarde só para você, divulgue.

Este documentário está dividido em 6 partes no YouTube:
PARTE 1:
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
CRÉDITOS

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Criança - A alma do negócio

Documentário dirigido por Estela Renner e produzido pela produtora Maria Farinha, de Marcos Nisti, aborda a polêmica do consumismo infantil causado pelo apelo publicitário e discute a distorção de valores no universo da criança. Criança, a alma do negócio foi exibido durante o 2° Fórum Internacional Criança e Consumo, promovido pelo Projeto Criança e Consumo de 23 a 25 de setembro no Itaú Cultural, em São Paulo. Agora, o documentário foi finalizado e está sendo oficialmente lançado.
Pela iniciativa pioneira, o trabalho está sendo divulgado e apoiado também pelo Instituto Alana. Lais Pereira, coordenadora de Educação e Pesquisa do Criança e Consumo, explica que a comunicação mercadológica gera graves conseqüências ao desenvolvimento infantil e à sobrevivência de uma sociedade baseada em valores mais justos. “É cada vez mais urgente que se discuta o papel do Estado no controle dos abusos cometidos em face ao público infanto-juvenil”, adverte.

Criança, a alma do negócio
divulga dados alarmantes sobre consumismo e histórias de famílias de diversas classes sociais que não sabem como lidar com os apelos de seus filhos. “Fui contratada pelo Instituto Alana para produzir umas video-aulas e precisei entrevistar alguns dos grandes especialistas sobre o tema. Foi quando comecei a me interessar pelo assunto e resolvi investigar essa realidade”, explicou Estela Renner. Ela compôs a primeira mesa de debate do 2º Fórum ao lado de Marcos Nisti e Zico Góes, professor da FAAP que foi diretor de Programação da MTV por 16 anos.