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sábado, 24 de dezembro de 2011

Até Quando?


"Até Quando?" é um documentário sobre a violência urbana nas favelas e bairros populares de duas capitais do Brasil: Rio de Janeiro e Recife, cidades com altíssimos índices de violência letal.
O filme tem como onjetivo mostrar como é a vida de pessoas que vivem nas periferias dessas capitais. Revela as dificuldades na entrada para o mercado de trabalho. O tráfico é apresentado como uma falta de alternativa para algumas pessoas. Boa parte do documentário é dedicada a um aspecto que não se traduz em números estatísticos: a dor dos parentes e amigos daqueles que foram vitimas da violência urbana. 
Através da mescla de imagens de ações policiais, depoimentos de moradores e de estudiosos da violência a intenção é denunciar, para quem vive fora dessa realidade, as condições de vida à qual a população de baixa renda está sujeita. Para ilustrar os depoimentos são lembrados episódios como a Chacina da Baixada, em 31 de março de 2005, e diversos outros casos. 

Sugestões de uso:
"Até quando?" é um bom filme para ser usado em debates que envolvam o tema da violência urbana, da atuação policial na sociedade e até mesmo da ocupação do espaço urbano. 
Ficha técnica:Data: 2005
Duração: 51 minutos
Realização: Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
 
Videoteca

Entre Muros e Favelas



Impressionante documentário sobre a vida e a morte nas favelas do Rio de Janeiro. A partir de uma clara visão de classe, apresenta a violência policial e a violência do tráfico como dois lados de uma mesma moeda: a guerra contra os pobres.
O vídeo conta com depoimentos de representantes de ONGs e movimentos sociais, aos quais se somam as emocionantes falas de parentes e amigos de vitimas da violência. Violência esta que tem cor, classe e idade, já que a grande maioria de mortos e feridos são jovens, negros e pobres. O cenário do documentário são as próprias ruas e becos dos morros cariocas, onde residem mais de 20% da população da cidade.
O filme desnuda o papel do Estado, presente nessas localidades apenas através da violência policial, e revela como essa ausência dificulta a organização dessas comunidades e prejudica suas lutas. Mostra que mais recentemente, com o neoliberalismo, o Estado reduz ainda mais os gastos com educação, saúde, saneamento básico e habitação, entre outras de suas funções.
Denuncia ainda o medo e o preconceito difundidos pela mídia em relação aos que moram em favelas, tratados como “classes perigosas”, o que estimula a continuidade dessa verdadeira barbárie. Como diz um dos cartazes que aparece no filme: “Moro em um lugar onde a imprensa só aparece para contar os mortos”.  
Entre Muros e Favelas tem, entre outras, a virtude de conseguir politizar a questão da violência, uma denúncia da nossa realidade. É uma imagem da resistência dos que se opõem a esse massacre, especialmente das mães que perderam seus filhos, pois dá voz àqueles que normalmente são calados.

Indicações de Uso:
Entre Muros e Favelas é indicado para aulas de História, Geografia e Cidadania, que tenham como tema o Rio de Janeiro e sua história recente. Desigualdade social e direitos humanos também são temas retratados neste filme indispensável para aqueles que queiram discutir os principais problemas sociais do Brasil atual.
Ficha Técnica:Direção: Suzanne Dzeik, Kirstem Wagenschein e Marcio Jerônimo
Data: 2005
Duração: 56 minutos
Realização: Ak Kraak, A Trever, TV Tagarela
 
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O Rio dos Trabalhadores


O documento histórico “O Rio dos Trabalhadores” narra a história do Rio nos primeiros anos do século XX por meio de imagens de Augusto Malta, Marc Ferrez e outros. Neste período se deu o início da trajetória de modernização da cidade, uma tentativa de “civilizá-la” dentro dos moldes europeus. O então prefeito Pereira Passos, com suas “reformas sanitaristas”, iniciou o que viria a ser mais do que uma reforma física. Por trás da idéia de destruição “da imundice dos quiosques e da infâmia dos cortiços” estava a erradicação de hábitos populares que não se encaixavam na nova divisão do trabalho. Liberdades civis passaram a ser restringidas a serviço da modernização. Foi uma verdadeira luta contra aqueles que eram considerados “os autores do atraso nacional” – leia-se o povo.

O filme também trata das mudanças na organização dos trabalhadores, conseqüência do processo de industrialização. Mostra como se desenvolveu uma nova estrutura de sujeição do operariado, desde meios de controle de agitações até medidas assistenciais que os levava a aceitar aquela condição. Por ser composto de fotografias e outras imagens, um pedaço do filme é dedicado a ressaltar o valor desse tipo de documentação para a vida dos operários, sua história e seu fortalecimento nas lutas.

Sugestões de uso:
Esse filme pode ser utilizado como material para aulas de História e Geografia do Rio de Janeiro, abordando a história da classe operária e a questão da ocupação do espaço urbano. Além disso, também pode ser utilizado em debates e palestras que envolvam o tema da habitação, da reformas sanitárias e da História dos Trabalhadores.

Ficha técnica:
Data: 2002
Direção: Paulo Castiglioni e Maria Ciavatta Franco
Duração: 20 minutos
Realização: UFF / CNPQ / FAPERJ

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