sábado, 10 de abril de 2010

Cemiterio de Negros

Quilombolas retomam área ancestral tomada pela Aracruz Celulose

Na manhã do último sábado (29/07), 300 negros e negras das comunidades quilombolas do Sapê do Norte do Espírito Santo realizaram sua primeira ação na luta pela retomada de suas terras e ocuparam a área de um antigo cemitério quilombola, na Comunidade de Linharinho, município de Conceição da Barra. A área era coberta com plantios de eucaliptos da empresa Aracruz Celulose e fazendeiros da região desde a década de 70. Contaram com o apoio do conjunto de entidades e movimentos que participam da Rede Alerta Contra o Deserto Verde, inclusive do MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Direitos Humanos, indígenas Tupinikim e Guarani e estudantes.
“Queremos a terra que produz para as gerações futuras, não o eucalipto”, afirmou Domingos Firmiano dos Santos (Chapoca), integrante da Comissão Quilombola do Sapê do Norte. Ele explicou que, com a chegada da Aracruz Celulose, houve a expulsão das comunidades quilombolas da região, além da destruição das matas, poluição dos rios e córregos com agrotóxicos e um forte impacto sobre o modo de vida das comunidades que conseguiram resistir. “Hoje demos o primeiro passo na nossa luta, pois queremos todo nosso território de volta”, disse Chapoca.
Além da retirada dos eucaliptos da área do cemitério quilombola, foi feito um ritual afro descendente em homenagem aos guerreiros e guerreiras que libertavam seus irmãos escravos das fazendas e formavam os quilombos da região. Também foram plantadas mudas de árvores frutíferas, simbolizando o novo uso que as comunidades querem para a terra.
Uma grande Assembléia das Comunidades Quilombolas, que ocorreu na parte da tarde, decidiu por ocupar a área em que foram derrubados os eucaliptos a fim de pressionar para a demarcação do território de Linharinho. 9.542,57 hectares já identificados pelos estudos concluído pelo INCRA e publicado no D.O.U, como território quilombola da comunidade, mas a Aracruz Celulose contestou o estudo. Atualmente, o processo está novamente no INCRA e os quilombolas aguardam pelo parecer favorável a eles.
“Essa não é a primeira ação que fazemos contra a Aracruz Celulose e não pode ser a única”, afirma Gildásio da Costa Paim, integrante da direção estadual do MST. Ele disse ainda que o agronegócio no estado é representado pela monocultura do eucalipto e da cana. “A Aracruz é a representante das multinacionais na agricultura. Esse tipo de plantio não dá espaço para a produção de alimentos”, explica.
Além de invadir as terras quilombolas, a Aracruz Celulose detém a posse de áreas devolutas no ES, que deveriam ser destinadas para a Reforma Agrária.

O que é a História das Coisas?

Desde a sua extracção até à venda, uso e disposição, todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida afectam as sociedade no nosso país e noutros países, mas a maioria disto é propositadamente escondido dos nossos olhos pelas empresas e políticos.
A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, rápido e repleto de factos que olha para o interior dos padrões do nosso sistema de extracção, produção, consumo e lixo.
A História das Coisas expõe as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demonstrando que estamos a destruir o mundo e a auto-destruirmo-nos, e assim apela-nos a criar um mundo mais sustentável e justo para todos e para o planeta Terra.
Este documentário vai-nos ensinar algo, fará ri, e acabará por mudar para sempre a maneira como olhamos para todas as coisas que existem na nossa vida.
Um excelente documentário a não perder.



Veja o Documentário

Cruzando o Deserto Verde


Documentário "Cruzando o Deserto Verde" é um documentário de 56 minutos, lançado pela Fase, que teve repercussão nacional e internacional, tendo sido exibido em vários países da Europa, como Bélgica e Inglaterra. Nele, é narrada a vida das pequenas populações que habitam as regiões onde a cultura ribeirinha foi substituída pela monocultura do eucalipto.
Ao todo foram 17 horas de material gravado e mais 100 horas de arquivos pesquisados pela equipe de filmagem, que percorreu as regiões localizadas entre o município de Aracruz e Eunápolis, na Bahia.
Através de uma série de depoimentos de líderes religiosos, sindicais e comunitários, e de índios e quilombolas, o documentário mostra os crimes sócio-ambientais cometidos pela Aracruz Celulose durante os trinta anos de atuação no Estado, conforme ressaltou Ricardo Sá. Além de criar um banco de dados para futuras pesquisas sobre o assunto, o filme pretende sensibilizar a sociedade, mostrando o sentimento dessas pessoas, e atentar para os problemas ocasionados pelos extensos plantio de eucalipto.
Os plantios dessa espécie exigem intensas aplicações de agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente e colocam em risco a saúde humana. A produção foi feita pela Rede Alerta contra o Deserto Verde, que reúne 70 entidades nacionais e internacionais, entre elas a Fase, a maior ong do Brasil, que tem filial em Vitória.
Postagem Armazém Memória

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Rompendo o Silêncio



No primeiro semestre de 2006, mulheres ligadas ao MST e à Via Campesina, movimento camponês mundial, ocuparam a fazenda da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul, destruíram suas plantações de eucalipto, laboratórios e milhares de mudas. A burguesia se escandalizou e a mídia tratou o episódio como caso de polícia. Mas o fato serviu para chamar a atenção da sociedade para a inversão da lógica econômica neoliberal: não há dinheiro para investir na agricultura e na produção de alimentos, mas sobra dinheiro para o agronegócio.
Este vídeo explica as razões que levaram as mulheres sem-terra a decidir pela ocupação e pela destruição das plantações e do laboratório da Aracruz Celulose. Encerrado o documentário, ficam as perguntas: o que significa a ação das camponesas diante dos 30 anos de destruição de matas nativas promovidos no Brasil pela Aracruz Celulose?
O que vale a destruição de mudas de eucaliptos, o chamado "deserto verde", frente aos milhares de hectares de mata atlântica derrubados pela empresa desde que se implantou no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul?
O que se fez para resgatar as terras e a cultura subtraídas dos índios guaranis e tupiniquins? Veja o vídeo e encontre as respostas

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Muito além do Cidadão Kane


Por Matheus Silva - Universidade Federal de Ouro Preto
No dia 10 de março de 1993 foi emitido no canal britânico Channel 4, um documentário intitulado "Brasil: Muito Além do Cidadão Kane". O diretor do documentário, Simon Hartog, apresenta o empresário Roberto Marinho (1904-2003) como um exemplo alarmante da concentração de poder da imprensa do Brasil — daí a referência do título à personagem de Orson Welles no filme Cidadão Kane, que por sua vez faz alusão direta ao magnata das comunicações dos Estados Unidos, William Randolph Hearst.
Como o documentário mostra, o domínio crescente da TV Globo na imprensa brasileira envolve contratos ilegais com empresas estrangeiras, um apoio incondicional aos governos ditatoriais no Brasil e tudo o que estiver a seu alcance para garantir seus interesses — o que inclui até a manipulação de debates políticos para eleger o governo, como ocorreu no caso Collor de Mello. Mais do que isso, o filme explica como funciona a política brasileira de comunicações e os critérios arbitrários pelos quais se concedem e renovam as concessões de canais de televisão e rádio.
Para ser exibido na televisão ou repoduzido em vídeo o documentário precisaria da autorização da rede Globo, uma vez que muitas imagens apresentadas eram da própria Globo. Desnecessário dizer que esse documentário nunca foi exibido na televisão. Como era de se esperar, a Globo se recusou a ceder os direitos de exibição de suas imagens.
A manipulação da grande imprensa no Brasil tem uma longa história. Grandes jornalistas já atacavam a corrupção da imprensa na Primeira República. Rui Barbosa denunciou o primeiro presidente brasileiro, Marechal Deodoro da Fonseca, por utilizar o Banco do Brasil para calar uma redação que faria denúncias de fatos sórdidos, com a quantia, na época exorbitante, de 200 contos de réis. Essa prática continuou ao longo dos anos: em diversas ocasiões o Banco do Brasil foi pressionado pelos governantes para fazer grandes empréstimos que jamais foram pagos. Nos anos 50, jornalistas influentes como Assis de Chateaubriand recebiam tais "empréstimos" com freqüência.
Que práticas de corrupção semelhantes ainda acontecem na imprensa brasileira fica evidente em dois episódios recentes. O primeiro é o caso Nassif X Veja. De 2003 em diante o jornalista Luís Nassif apresentou uma série de artigos criticando o antijornalismo da diretoria editorial da revista Veja, que envolveria, entre outras coisas, interesses corporativos, destruição de reputações e tráfico de influências. Segundo Nassif, o banqueiro Daniel Dantas, seria um dos que mais se utilizariam da revista Veja para confundir a opinião pública, valendo-se de ações judiciais, matérias na imprensa com dossiês falsos, entre outras coisas. Depois de fazer tais críticas, Nassif foi alvo de uma tentativa de "assasinato de reputação" em duas colunas na revista Veja, em 14 e 21 de agosto de 2005. A revista também entrou na justiça tentando causar o maior prejuízo possível a Nassif.
Outro episódio recente, mas que diferentemente do primeiro está sendo noticiado diariamente na imprensa, é o caso Elvira Lobato e Folha de São Paulo X Igreja Universal do Reino de Deus. Na reportagem "Igreja Universal Completa 30 anos com Império Empresarial" publicada pela Folha em 15 de dezembro, a repórter Elvira Lobato apresenta uma série de indícios de como Edir Macedo, o dono da Igreja Universal, teria construído um império empresarial de maneira ilícita. A resposta de Macedo foi rápida: Elvira Lobato e a Folha foram alvos de uma enxurrada de processos de fiéis da Igreja (cerca de 50) vindos de todos os cantos do país, que alegaram se sentir ofendidos pela reportagem, mesmo que nenhum deles tenha sido citado pela jornalista.
A constituição brasileira permite que alguém que se sinta ofendido com uma reportagem recorra à justiça. Mas não é este o caso aqui. Estes processos são uma tentativa orquestrada da Igreja Universal de inibir a liberdade de expressão e livre circulação de informação no país. O ato de incentivar os fiéis a recorrer à justiça por si só já constitui um modo de punir a imprensa. Qualquer que seja a decisão dos tribunais, a jornalista e a Folha sairão prejudicadas: basta pensar nas despesas absurdas que o processado deverá arcar com viagens e hospedagens em várias regiões do país além da contratação de advogados para acompanhar cada um dos processos.
O dono da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, é hoje o maior proprietário de concessões de televisão no Brasil. Além das suas 23 emissoras de TV, possui mais 40 emissoras de rádio registradas em nome de pastores de sua confiança. Se o falecido Roberto Marinho já chegou a ter o controle de 32 emissoras além das afiliadas (como mostra o documentário de Simon Hartog), hoje a Globo tem apenas cinco concessões de TV (São Paulo, Rio, Recife, Belo Horizonte e Brasília) e a família Marinho tem cerca 10% do capital de 18 afiliadas. A rede Bandeirantes tem 10 concessões de TV assim como o SBT. As emissoras de Edir Macerdo só perdem para a rede Globo em faturamento publicitário, estando em segundo lugar ao lado do SBT.
Com tanto poder para influenciar a opinião pública, Edir Macedo, a família Marinho e o banqueiro Daniel Dantas estão muito além do cidadão Kane. Será que vale a pena enfrentar gente tão poderosa? Elvira Lobato e Luis Nassif estão passando um calvário exatamente por fazer o que qualquer jornalista que se preze deveria fazer no seu ofício: investigar, relatar os fatos e informar a população. Enfrentar os poderosos corruptos por amor à verdade parece uma atitude fútil e sem sentido nesses casos. Bem, talvez possa parecer que é sem sentido, mas não é. A livre circulação de informações e o direito da população à verdade têm se mostrado resistentes ao antjornalismo de Veja e companhia.
A Rede Globo, nesses mais de dez anos da existência do documentário de Simon Hartog, falhou no seu propósito de abafar o caso. Várias cópias ilegais do filme em VHS foram repassadas de mão em mão até que o documentário se tornasse distribuído livremente na internet — só no You Tube a primeira parte do documentário teve mais de 100 mil visualizações. E se é verdade que a Veja fez o possível para causar estragos a Nassif, a revista tem demonstrado uma pequena mudança de tom nas suas edições recentes. Há também suspeitas de que tem procurado obstruir as ferramentas de busca eletrônica às matérias que corroboram a denúncia de Nassif, talvez por medo de que sejam mais divulgadas.
No caso Folha X Igreja Universal já são cinco decisões favoráveis à Folha e à jornalista Elvira Lobato — em algumas dessas decisões os fiéis da Igreja Universal foram condenados por litigância de má-fé, sendo obrigados a pagar multa e custos processuais. Além disso, as reportagens de Elvira Lobato parecem estar na base de um inquérito que a polícia federal acaba de abrir para investigar Edir Macedo. O que mostra que os poderosos não são inatingíveis, mas pessoas de carne e osso e falíveis, como todos nós.


FICHA TÉCNICA
Título Original: Muito Alem Do Cidadão Kane
Gênero: Documentario
Tempo de Duração: 93 min
Ano de Lançamento: 1993

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Estamira


Por Juliana Cruz

ESTAMIRA: “Estamira” relata fielmente a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível. Este foi o primeiro documentário do originalmente fotógrafo Marcos Prado.

Vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais conta a história de Estamira, mulher simples de vida difícil que encontra no lixão uma possibilidade de sobrevivência.Essa senhora de 62 anos de idade renega a Deus por diversas razões e é capaz de explicar todos os fenômenos naturais e humanos de forma lúcida, eloqüente e ao mesmo tempo questionadora.

Ela é uma prova de que as pessoas têm sim a capacidade de pensar e agir de forma contrária à padrão e se manterem intelectualmente ativas, embora os psicanalistas que a tratam discordem desse conceito preferindo dopá-la à ouvi-la.Estamira não é uma mulher estudada, pelo contrário, mal sabe ler já que durante a infância passou por maus bocados que, no decorrer do documentário, servem para explicar suas “crenças” e instabilidade emocional.

A direção de Marcos Prado foi brilhante, ele não tentou dar voz à Estamira, ele simplesmente buscou uma forma de tornar visível sua existência para que servisse de exemplo nu e cru para todos aqueles que venham a se interessar por compreender o ser humano como indivíduo racional, não só emocional como estamos acostumados a ver nas telas de cinema.


Ficha Técnica
Título Original: Estamira
Gênero: Documentário
Duração: 115 min.
Ano: Brasil - 2006
Distribuidora: Riofilme/Zazen Produções Audiovisuais
Direção e Roteiro: Marcos Prado
Juliana Cruz é crítica de cinema e estudante de jornalismo - e-mail: julianaecruz@yahoo.com.br

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ESTAMIRA: MISSÃO CUMPRIDA

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Ilha das Flores

Encontro marcado com a miséria
A miséria é o tópico central do premiadíssimo trabalho do diretor Jorge Furtado. A utilização de um título que contradiz a trama desenvolvida ao longo dos 13 minutos de duração do curta-metragem foi uma das ótimas idéias apresentadas nesse trabalho. Mas não é a única.
A exposição didática das idéias, de forma encadeada, amarrada as informações, na medida em que elas aparecem na narração sólida e segura do ator Paulo José, constituem o eixo em torno do qual acabam gravitando os espectadores.
O ritmo alucinado utilizado para que fiquemos sabendo sobre os tomates do Sr. Suzuki, o perfume de dona Anete, o surgimento do dinheiro e as peculiaridades dos seres humanos (o polegar opositor e o tele-encéfalo altamente desenvolvido), nos dá pouco tempo para refletir sobre toda a informação e exige que acabemos assistindo ao vídeo duas ou até mesmo, três vezes.
Outra característica marcante do curta-metragem Ilha das Flores é a profusão de imagens. É como se tudo fosse uma verdadeira colagem feita pelo diretor e pelos editores do filme. As imagens se sucedem na medida da necessidade de explicação de um conceito apresentado no texto. Chega a ser um tanto quanto enlouquecedor e, nesse aspecto, reside um dos fatores que torna o filme imperdível, todos (inclusive e, especialmente, os alunos) prestam atenção o tempo todo.
O fato de ser um curta-metragem é outro aspecto particularmente interessante para os educadores. Pode ser encaixado facilmente no tempo de uma aula e não permite que os alunos possam sequer esboçar um bocejo.
O mais importante, porém é que "Ilha das Flores" coloca em pauta a discussão acerca da pobreza, da fome e da exclusão social. Levando-se em conta que foi produzido em 1989, dá para perceber que as coisas não mudaram muito entre o Brasil daquela época e o de hoje...
A História
O Sr. Suzuki, japonês, plantador de tomates, atuando na região de Porto Alegre, despacha seus produtos através de uma Kombi para os supermercados da região metropolitana da capital gaúcha.
Dona Anete, brasileira, vendedora de perfumes, percorre a cidade em busca de pessoas interessadas em adquirir suas mercadorias. Das vendas auferidas e, retirando-se os custos para a aquisição do produto, surge o lucro. Com o lucro, Dona Anete vai a um supermercado de Porto Alegre e compra tomates e carne de porco.
A carne de porco e os tomates são os ingredientes principais na refeição que está sendo preparada por Dona Anete para sua família. Entre os tomates comprados por Dona Anete havia um considerado impróprio para o consumo humano (de acordo com o parecer da personagem). Esse produto deteriorado foi atirado no lixo.
Como acontece todos os dias em várias grandes cidades do Brasil e do mundo, o lixo foi recolhido e enviado para depósitos, localizados a margem das metrópoles. O que é identificado como lixo orgânico é separado e utilizado como alimento para os porcos de um dos criadores estabelecidos num dos lixões de Porto Alegre, ironicamente chamado de "Ilha das Flores".
O problema é que, depois da coleta seletiva, que indicou o que poderia ser aproveitado pelos suínos, outros seres humanos (que como os anteriores também são dotados de tele-encéfalo superior e polegar opositor) passam a disputar as sobras do lixão de Ilha das Flores...
Aos Professores
1- Numa época marcada por um profundo estímulo a solidariedade por parte de várias ONGs e pelo propósito governamental de extirpar a fome (e atingir em cheio a miséria) em nosso país, que tal entender um pouco mais sobre os mecanismos que produzem as desigualdades sociais? Estimule seus alunos a procurar informações acerca dos bairros pobres de sua cidade, a entrevistar as pessoas que vivem nessas localidades, a buscar a palavra das autoridades locais quanto a esse problema,...
2- Outra possibilidade é a de organizar grupos de solidariedade e apoio que visitem as comunidades, promovam movimentos de doação de alimentos, levem esses produtos até as pessoas necessitadas,...
3- Existem autores brasileiros que se especializaram na publicação de artigos e livros que trazem relatos marcantes sobre o tema trabalhado no filme "Ilha das Flores". Selecione artigos e livros e peça aos alunos que leiam e discutam, produzam textos, comparem com o filme,...
4- Peça aos alunos que façam o sentido contrário do trabalho dos realizadores do filme. Que a partir do filme, reescrevam o roteiro, seguindo, a princípio, o enfoque e encaminhamento dado pelo diretor e pelo roteirista. Num segundo momento peça-lhes que alterem o roteiro através de uma atualização.

Ficha Técnica
Ilha das Flores
País/Ano de produção:- Brasil, 1989
Duração/Gênero:- 13 min., documentário
Disponível em vídeo (na fita "Curta com os Gaúchos")
Direção de Jorge Furtado
Roteiro de Jorge Furtado
Elenco:- Ciça Reckziegel, Gozei Kitajima, Takehijo Suzuki.
Narração de Paulo José.
João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
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