terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sociedade do Automovel


11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia.

No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas.

Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar.

Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.

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Fonte: http://interativismo.org

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Justiça!


Justiça - Um retrato da sociedade através de seu sistema penal brasileiro.
“Justiça”, documentário de Maria Augusta Ramos, pousa a câmera onde muitos brasileiros jamais puseram os pés – num Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acompanhando o cotidiano de alguns personagens. A câmera é utilizada como um instrumento que enxerga o teatro social, deflagrando suas estruturas de poder - aquilo que, em geral, nos é invisível.

No filme, não há entrevistas ou depoimentos, apenas o registro do que se passa diante da lente. Maria Augusta Ramos observa um universo institucional extremamente fechado e que raras vezes é tratado pelo cinema ficcional brasileiro.

A cineasta vai acompanhar um pouco mais de perto uma defensora pública, um juiz/professor de direito e um réu. Primeiro, a câmera os flagra tanto no “teatro” da justiça como fora dele, em lugares como a carceragem da Polinter e em casa, na intimidade de suas famílias.

Com suas opções claras, que não pretendem ser disfarçadas por movimentações dramáticas, Maria Augusta Ramos deixa evidente que, como os documentários, a justiça está muito longe de ser isenta. Como e para quem a justiça funciona no Brasil é a questão que se apresenta em seu filme, sem respostas definitivas ou julgamentos pré-concebidos.

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Parte 1

Parte 2


Boa Cópia, Má Cópia

Boa Cópia, Má Cópia, é um documentario sobre Cultura e Copyright, no contexto da internet e do compartilhamento de arquivo.

O Ponto central do documentário é mostrar como a propiedade intelectual tem inibido a criatividade e como isso afetará as proximas gerações.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Criança - A alma do negócio

Documentário dirigido por Estela Renner e produzido pela produtora Maria Farinha, de Marcos Nisti, aborda a polêmica do consumismo infantil causado pelo apelo publicitário e discute a distorção de valores no universo da criança. Criança, a alma do negócio foi exibido durante o 2° Fórum Internacional Criança e Consumo, promovido pelo Projeto Criança e Consumo de 23 a 25 de setembro no Itaú Cultural, em São Paulo. Agora, o documentário foi finalizado e está sendo oficialmente lançado.
Pela iniciativa pioneira, o trabalho está sendo divulgado e apoiado também pelo Instituto Alana. Lais Pereira, coordenadora de Educação e Pesquisa do Criança e Consumo, explica que a comunicação mercadológica gera graves conseqüências ao desenvolvimento infantil e à sobrevivência de uma sociedade baseada em valores mais justos. “É cada vez mais urgente que se discuta o papel do Estado no controle dos abusos cometidos em face ao público infanto-juvenil”, adverte.

Criança, a alma do negócio
divulga dados alarmantes sobre consumismo e histórias de famílias de diversas classes sociais que não sabem como lidar com os apelos de seus filhos. “Fui contratada pelo Instituto Alana para produzir umas video-aulas e precisei entrevistar alguns dos grandes especialistas sobre o tema. Foi quando comecei a me interessar pelo assunto e resolvi investigar essa realidade”, explicou Estela Renner. Ela compôs a primeira mesa de debate do 2º Fórum ao lado de Marcos Nisti e Zico Góes, professor da FAAP que foi diretor de Programação da MTV por 16 anos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Mundo Segundo a Monsanto


O Documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de
transgênicos que em 2007, cobriam 100 milhões de hectares com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.
A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações, pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Link:
http://www.interativismo.org/index.php?option=com_content&task=view&id=155&Itemid=35

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

10 tácticas para transformar informação em acção


Vivemos numa situação paradoxal. Nunca em Portugal e na Europa, as forças de repressão foram aparentemente tão débeis, mas nunca as massas exploradas foram tão passivas. A qualquer gesto austero por parte das elites governantes em nome da orientação financeira mercantil, responde-se com uma completa inacção, própria de uma consciência facilmente moldável ao entretenimento de massas. Ainda assim, a consciência insurreccional sempre dorme com um olho aberto. A arrogância, incompetência e impotência das classes governantes acabarão finalmente por um dia despertá-la do seu sono.

Posto isto, a acção gratuita é a única arma capaz de uma absoluta ruptura com a poderosa máquina de auto-destruição desencadeada pela sociedade de consumo, que prescreve a linha de base da mentalidade submissa à cobiça, ao ganho financeiro, ao lucro e a predação.


“10 tácticas para transformar informação em acção", documentário do colectivo Tactical Tech, explora o uso de tecnologias e plataformas dos mass media, como o Google Earth, Twitter e Facebook, em defesa dos direitos humanos no mundo em desenvolvimento.

Este documentário fornece maneiras originais e engenhosas usando ferramentas, dicas e conselhos para os defensores dos direitos humanos capturarem a atenção e comunicarem uma causa. O filme traz histórias de 25 organizações defensoras dos direitos humanos ao redor do mundo que usaram com sucesso as informações e as tecnologias digitais para criar mudanças positivas. Isso inclui a história de Noha Atef, cujo blog TortureinEgypt.net levou à libertação de prisioneiros ilegalmente detidos no Egipto. Na Índia, Dina Mehta explica como ela fez parte de um grupo online que usou o Twitter para conseguir doadores de sangue e outros apoios essenciais para os hospitais durante os ataques terroristas em Mumbai. Ou a organização popular na Birmânia que recorreu a blogs para escapar à censura da junta militar e através da fotografia e do video divulgar os abusos dos direitos humanos.


A ascensão das tecnologias e da popularidade crescente do nível de usuário de ferramentas e serviços têm sido importantes para as comunidades marginalizadas, porque elas criam mais oportunidades para a auto-publicação e partilha de informações dinâmicas. Elas são importantes para os defensores dos direitos permitindo a abertura de novos canais de divulgação e desenvolvimento de técnicas para a luta. A proliferação dos telemóveis abre também novas oportunidades para a organização e mobilização em maneiras que eram inimagináveis. Como cada uma dessas tecnologias é tomada, elas tornam-se cada vez mais entrelaçadas: telemóveis que comunicam com websites; sites que se tornam estações de rádio. O mundo real e o mundo online em interconexão.

Assim como cada nova tecnologia tem o potencial de trazer novas oportunidades e liberdades, também apresentam novos desafios, dificuldades e formas de repressão, através de novas formas de censura e ameaças à privacidade. Esta questão é extremamente importante para os activistas que lidam com informações sensíveis em ambientes hostis e para as comunidades marginalizadas para os quais a tecnologia pode ser uma "faca de dois gumes", pois carrega o duplo potencial de libertar e depois marginalizar.

As pessoas devem ser capazes de agir sobre questões que afectam as suas vidas, elas devem ter acesso a informações precisas e aos meios e à liberdade para responder a esta informação. Infelizmente, isso nem sempre é o caso. Indivíduos, especialmente os de comunidades marginalizadas, muitas vezes não dispõem dos meios para acederem e criarem informação. Aqui fica registado a participação limite, em muitas regiões do mundo, dessas comunidades marginalizadas.

10 TACTICS for turning information into action

1. mobilise people

2. witness and record
3. visualise your message
4. amplify personal stories
5. just add humour
6. manage your contacts
7. use complex data
8. use collective intelligence
9. let people ask the questions
10. investigate and expose

http://www.informationactivism.org/
http://www.tacticaltech.org/10tactics