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sábado, 24 de dezembro de 2011

Massacre de Corumbiara

 











No dia 14 de julho de 1995 mais de 600 famílias participaram da maior ocupação de terra já realizada em Rondônia. Contavam com o apoio da CUT-RO, do Sindicato dos trabalhadores rurais de Corumbiara, do PT e de ex-dirigentes do MST. 
A fazenda escolhida, Santa Helina, de 14 mil hectares no sul do estado, era um entre os muitos latifúndios da região. Meses antes da ocupação os trabalhadores começaram a ser ameaçados.
No dia 9 de agosto, às 3 horas da manhã, mais de 200 policiais militares e jagunços invadiram o acampamento e abriram fogo contra os sem-terra. Bombas, metralhadoras, fuzis e revólveres foram usados contra trabalhadores indefesos. Os números do massacre - dez mortos, sete desaparecidos e centenas de feridos e presos - não são suficientes para traduzir o ocorrido.
A tortura (pessoas com os olhos furados, capadas, mutiladas com moto-serra e pessoas obrigadas a comer o miolo dos mortos, etc) não se traduz em números. 
"Massacre de Corumbiara " fala desse massacre, dessa barbárie, dessa covardia. Fala de um dos mais aterrorizantes capítulos da luta pela terra no Brasil, que nunca deve ser esquecido.

Indicações de Uso
"Massacre de Corumbiara " pode ser usado em aulas ou debates políticos que abordem a questão agrária no Brasil. É, no entanto, sobre o tema dos direitos humanos que o vídeo é mais indicado para ser usado. 

Videoteca

Raiz Forte: MST


Documentário sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Através de imagens e depoimentos colhidos em acampamentos e assentamentos de vários Estados brasileiros, o filme apresenta todas as diferentes fases e formas de luta que caracterizam o MST.
Raiz Forte começa apresentando como é o processo de recrutamento do Movimento. Mostra como se dão as ocupações das fazendas e a construção dos acampamentos, onde a vida é dura e o medo da violência dos fazendeiros são realidades constantes. Desnuda a violência policial quando são realizados os despejos das ocupações. Através de imagens do Paraná e de Eldorado dos Carajás (PA), mostra a repressão e a forma que o Estado Brasileiro e as classes dominantes tratam o Movimento e os trabalhadores do Brasil.
Mostra também o processo de produção nos assentamentos e acampamentos. A mudança de vida e de visão de mundo pela qual passam os Sem Terra. Apresenta a nova vida nos assentamentos já consolidados, a produção em cooperativas, a industrialização de diversos produtos e a riqueza das experiências do trabalho coletivo. Discute as dificuldades encontradas para obtenção de financiamentos e para a produção de mercado. Apresenta ainda as iniciativas de produção orgânica e de diversas formas de comercialização.
"Raiz Forte"é por isso tudo um dos mais completos documentários sobre um dos mais importantes movimentos sociais do mundo.

Indicações de Uso:
Como falar da História ou da Geografia no Brasil Contemporâneo sem falar no MST? Como travar um debate político ou analisar as forças e grupos que compõe nossa sociedade hoje sem lembrar dos Sem Terra? Raiz Forte mostra em 42 minutos o que é o MST e, por isso, é indicado para debates políticos em escolas, faculdades e movimentos sociais.
Ficha Técnica:Data: Agosto de 2000
Direção: Aline Sasahara e Maria Luisa Mendonça
Duração: 42 minutos
Realização: Centro de Justiça Global – Global Exchange
 
Videoteca

Por Longos Dias



Ganhador do prêmio de melhor curta em 16mm no Festival de Brasília e do Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado, ambos em 1999. O texto é uma adaptação do prefácio de José Saramago pra o livro “Terra”, de Sebastião Salgado. Poético e bem feito, apresenta um texto levemente provocativo em relação à religião. Mostra o cotidiano difícil da luta dos Sem-Terra e suas atividades, como as Marchas Nacionais.

Indicação de uso:
Apontar as injustiças ligadas à concentração da propriedade da terra no Brasil. Mostrar como a resistência popular se organiza.

Ficha técnica:
Data: 1998
Direção: Mauro Giuntinni
Duração: 13 minutos
Produção: Asa Cinema & Vídeo e Plateau Filmes.

Youtube

Terras Para Rose e Sonhos de Rose: 10 anos depois

Terras Para Rose




A história de Rose, agricultora sem-terra que, com outras 1.500 familias, participou da primeira grande ocupação de uma terra improdutiva, a fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul. O filme aborda a sensível questão da reforma agrária no Brasil, no período de transição pós-regime militar, retratando o início de um polêmico e importante movimento social, o MST. Rose deu à luz o primeiro bebê que nasceu no acampamento e foi morta em estranho acidente. 

Sonhos de Rose: 10 anos depois




O documentário mostra o reencontro da cineasta Tetê Moraes com os personagens de “Terra para Rose” (1985), também dirigido por ela, e que narra a trajetória de 1.500 famílias de agricultores sem terra. As imagens do primeiro filme acompanham a luta de Roseli Seleste Nunes da Silva e sua família. Aos 26 anos, ela foi morta por um caminhão durante repressão à ocupação da Fazenda Anoni, em Sarandi, no Rio Grande do Sul, em 1985. Trata-se da primeira grande ocupação do MST. No segundo filme, Tetê reencontra várias pessoas que havia filmado dez anos antes. A maioria conseguiu sua pequena propriedade para produzir, apesar dos sacrifícios impostos pela repressão dos latifundiários e governos.

Indicação de uso:
Útil para discutir a reforma agrária e mostrar a violência com que os proprietários reagem às justas reivindicações dos sem-terras.
Ficha técnica:
Data: 1995
Direção: Tetê Moraes
Duração: 91 minutos
Produção: Vem Ver Brasil
Videoteca

Arte de lutar: 20 anos do MST no Espírito Santo

“Arte de lutar” faz um resgate da história do MST no estado do Espírito Santo, desde a criação das Comunidades Eclesiais de Base, na década de 80, até a organização dos trabalhadores em sindicatos rurais, passando pela criação do MST e pelo momento atual. 
O vídeo também contextualiza a situação fundiária no Estado, apresentando as conseqüências, para os trabalhadores, da implantação de grandes projetos, como é o caso da Aracruz Celulose.
Além desse panorama histórico, apresenta a organização dos setores do MST, entre eles educação, saúde, gênero e produção, além de contextualizar a situação atual do estado em relação ao número de acampamentos e assentamentos mantidos pelo MST. 
No vídeo, os próprios Sem-Terra falam de suas histórias, suas dificuldades e principalmente sobre os ideais alcançados e aqueles pelos quais eles ainda lutam para conquistar.

Indicação de uso:
Fonte de pesquisa para aulas de História do Brasil e Geografia, para sindicatos e para debates que tenha como assunto a reforma agrária.

Ficha técnica:
Data: 2004
Direção: Jackson Segundo 
Duração: 34 minutos
Realização: MST-ES e DECOS/UFES.

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domingo, 16 de maio de 2010

Contra o "Deserto Verde": Documentário - Não Comemos Eucalipto

Documentário que denuncia a forte repressão policial sofrida por mulheres da Via Campesina durante violenta desocupação de uma fazenda ilegal da Transnacional Stora Enso, no Rio Grande do Sul, Brasil. No dia 4 de março de 2008.
Parte 1


Parte 2

domingo, 18 de abril de 2010

Especial Paulo Freire

Paulo Freire O Pedagogo da Liberdade


Educadores do Brasil, Paulo Freire (video 1 de 7)


Educadores do Brasil, Paulo Freire (video 2 de 7)


Educadores do Brasil, (video3 de 7)


Educadores do Brasil, (video4 de 7)


Educadores do Brasil, (video5 de 7)


Educadores do Brasil, (video6 de 7)


Educadores do Brasil, (video7 de 7)


PAULO FREIRE: REFLEXÕES


Paulo Freire - Última Entrevista - Parte I


Paulo Freire - Última Entrevista - Parte II


Paulo Freire: MST e a Busca da Autonomia.


Paulo Freire e Marxismo


Paulo Freire - Ëtica - Uotpía


Paulo Freire - Pedagogía


Paulo Freire - El proceso de conocimiento


Paulo Freire - Política