Assista ao documentário Poliamor (Brasil, 15 min, 2010), do diretor
José Agripino, que entrevista pessoas que contrariam a regra dos
relacionamentos monogâmicos. São homens e mulheres que optaram por amar
mais de uma pessoa.
No filme, eles relatam as vantagens e também as dificuldades desse
tipo de relacionamento, cercado de liberdade e transparência. Assista.
Doente em fase terminal, Annabel (Mia Wasikowska) se apaixona por um
garoto (Henry Hopper) que tem uma mania estranha: gosta de frequentar
funerais. Juntos, eles têm encontros sobrenaturais com o fantasma de um
piloto kamikaze da Segunda Guerra Mundial.
Tem um antigo ditado que aprendi nos meus tempos de estudante de
psicanálise, “Um homem caminha por uma estrada e encontra dois outros
homens. O primeiro lhe pergunta de onde ele vem, o segundo, para onde
ele vai. Esses dois homens são Freud e Jung.” Sigmund Freud
(6 de Maio de 1856 – 23 de Setembro de 1939) foi o fundador da
psicanálise. Ele criou sua teoria após e por causa de seus estudos sobre
uma interessante “doença” muito difundida naqueles tempos: a histeria. Carl Gustav Jung
(26 de Julho de 1875 - 6 de Junho de 1961), que Freud havia
inicialmente proclamado seu “herdeiro”, foi adiante a partir da
experiência de outra doença psicológica: a esquizofrenia. Ambos os
pioneiros trabalharam essencialmente com mulheres, seu principal objeto
de pesquisa. Ele se depararam estupefatos diantes das atividades do
inconsciente, que como eles perceberam podia tão profundamente subverter
e conturbar a vida de uma pessoa. Entretanto os dois também chegaram a
conclusões muito diferentes.
O pano de fundo sócio-cultural de cada um era bastante
diverso um do outro. Freud era um judeu e sua vida em Vienna (Áustria)
sofreu o preconceito racial. Quando jovem, Sigmund testemunhou a
fraqueza do pai quando um homem passando pela rua lhe jogou o chapéu no
chão num gesto de desdém ao qual o pai de Freud não reagiu. Jung, de
outro lado, cresceu na pacífica e eternamente neutra Suíça, filho de um
pastor cristão que havia perdido sua fé interior. Do lado da mãe, Jung
contava com o grande Goethe
entre seus ancestrais. Assim, enquanto Freud experimentava insegurança
do ponto de vista social, Jung vivia a insegurança interna de uma alma
consciente dos limites de instituições e valores coletivos. Enquanto o
primeiro lidava com questões de poder e instabilidade, os quais iriam
logo levar a Europa e o mundo ocidental para a catástrofe da segunda
guerra mundial, o último estava mergulhado em referênciais culturais e
religiosas relacionadas a batalha interior entre bem e mal, e à jornada
individual através dos opostos, que iria definir o século e o seguinte, o
nosso atual.
Consequente às suas diferentes origens sociais e culturais,
Freud e Jung tiveram caminhos acadêmicos diversos. A filosofia
positivista de fundo de Freud, em conformidade com seu tempo, está
espelhada em suas opções universitárias. Ele se graduou como
neurologista. Estudante diligente, Freud procurou os melhores
professores para aprender mais e foi assim que chegou a Paris para
estudar com um dos mais renomados neurologistas daqueles tempos, Jean Martin Charcot.
Esta experiência o fez voltar-se para a psicopatologia, pois ele se
sentiu atraído pelos estudos de Charcot acerca da histeria e sua
susceptibilidade à hipnóse. De volta a Vienna, Freud usou a hipnóse com
suas pacientes, logo abandonando-a para desenvolver seu método da livre
associação e da interpretação dos sonhos, que iria dar origem à
psicanálise.
Na nova era científica dos fins do século XIX, Freud foi o
primeiro que levou os sonhos a sério e os estudou. Ele descobriu que os
sonhos são o resultado de material psicológico camuflado que foi
guardado no quarto escuro do inconsciente pessoal. O que uma pessoa
entende como proibido ou desagradável é imediatamente reprimido e
enterrado dentro. Entretanto, os conteúdos banidos vêm à tona todas as
vezes em que os eventos da vida e a problemática interior se encontram,
tornando impossível ao indivíduo fugir deles. Periodica ou cronicamente,
esses conteúdos incomodam a consciência da pessoa e se manifestam
através dos sonhos.
Após décadas de pesquisa, Freud achava que há duas principais
correntes psíquicas que lutam pela supremacia: Thánatos (em grego
antigo, “Morte”) e Eros (em grego antigo, “Amor”). A vida humana se
desenrola entre a tendência para a destrução e o fim, e aquela que vai
na direção da vida e da continuação da mesma. Apesar do rebelde Eros
criar frequentes problemas, sendo o maior de todos representado pelo
Complexo de Édipo, Freud finaliza seu pensamento afirmando que Thánatos é
o que, no final, vence.
A impulso inconsciente sexual que ele incialmente acreditou ser
concretista, de modo que o filho sentiría-se sexualmente atraído pela
mãe e a filha pelo pai (no Complexo de Electra), mais tarde ele admitiu
tratar-se de um impulso predominantemente simbólico, aproximando-se
assim da visão de Jung.
O inconsciente que Freud teorizou é identificado como o
resultado do acumulo do que foi descartado durante toda uma vida, cujo
conteúdos são oriundos sobretudo da infância. A matéria desse “quarto
escuro” luta constantemente para vir à superfície, perturbando o ego
consciente. Freud acreditava que este era o inevitável preço que o
gênero humano paga pela civilização (“O futuro de uma ilusão”, 1927).
Apesar de não podermos ser completamente ‘curados”, podemos certamente
suavizar e aleviar a dureza dessa condição humana e transformar os
traumas da infância encarando os problemas do passado e redirecionando
aquele impulso para outros objetos e objetivos, processo que ele chama
de “sublimação”.
Enquanto Freud estava publicando seu revolucionário
“Interpretação dos Sonhos” em 1900, Jung estava começando seu trabalho
como jovem psiquiatra no Burgholzi, um hospital psiquiatrico em Zurique.
De lá em diante, ele estudou os trabalhos de Freud e os aplicou ao
tratamento de seus pacientes. Entretanto, os resultados o supreenderam,
pois a mente esquizofrénica recusava algumas das afirmações de Feud. O
problema principal era a respeito do sentido literal e simbólico dos
sintomas e fantasias. Logo tornou-se claro que a abordagem freudiana era
concreta demais e não se adaptava a alguns dos aspectos da psique com
os quais Jung estava lidando.
Através do método da livre associação, Jung identificou
relações entre idéias que das quais os pacientes não podiam ter
conhecimento prévio, nem por ter ouvido ou lido a respeito. Indo adiante
em suas pesquisas, ele encontrou paralelos entre as tramas e os
símbolos dos sonhos de todo tipo de pessoas: desde seus pacientes até
prisoneiros nas cadeias americanas e indígenas no meio da África. Não
somente, ele se deu conta que havia temas recorrentes na história da
cultura humana, expressos tanto na mitologia como na literatura. A
conclusão de Jung foi que o inconsciente não podia ser somente pessoal.
Há um nível mais profundo que é coletivo, pertencente a todo indivíduo
do planeta.
A primeiro grande trabalho de Jung, “Símbolos da
transformação” (1913), consistia numa longa interpretação dos sonhos e
fantasias de uma mulher. Esse material apresentava evidentes aspectos
simbólicos que Jung demonstrou estarem relacionados à simbologia
universal humana. Ao publicar o livro, ele recebeu em cheio a reprovação
de Freud e o inevitável rompimento da relação. Por causa da análise
simbólica e da vasta bagagem de conhecimentos de mitologia, cultura e
literatura que Jung usou ao longo das centenas de páginas de seu
trabalho, Freud sentiu-se confrontado. Acima de tudo, Jung negava que o
impulso sexual do qual Freud falava fosse um concreto. Para ele, se
tratava de uma energia psíquica de proporções maiores que podia se
minifestar como impulso sexual mas que era muito mais do que isso,
apresentando aspectos simbólicos relacionados a etapas mais profundas e
importantes do desenvolvimento humano.
Daquele momento em diante, os caminhos de Jung e Freud
divergiram. Jung foi dasapossado do título de herdeiro, também porque
ele estava mais interessado na pesquisa do que em administrar a
crescente associação psicanalítica internacional, e Freud tornou-se
sempre mais preocupado em segurar firme sua teoria, que estava lidando
com uma série de modificações todas as vezes que um novo membro se
vinculava a ela.
Jung passou o resto de seus quase 50 anos de vida
trabalhando, pesquisando e escrevendo. Seu legado recolhe uma enorme
quantidade de idéias, material e perspectivas. Parte do seu trabalho
ainda está para ser publicado. Ele nunca considerou-se o fundador de uma
teoria, nem gostava de ter “discípulos” seguindo suas pegadas, pois a
essência da visão psicológica de Jung é a jornada individual na direção
da unidade interna. Para ele, os indivíduos são levados por forças
interiores na direção de um si mesmo superior (ao ego). Isso é chamado
de Processo de Individuação. A unicidade de cada pessoa está em jogo nas
escolhas de todos os dias. Como acontece aos heróis de sonhos, mitos,
filmes e contos de fada, uma pessoa há de lutar contra obstáculos
externos e internos que a aprisionam. Esta luta, como a da borboleta
esforçando-se para sair do casulo, dá fôlego às suas asas.
O fim da história não pode ser contado em poucas linhas, até porque não há fim.
Deixo você com esta imagem. Você entra no consultório de
Freud. Ele o faz deitar e senta-se onde você não pode vê-lo para, assim
ele acredita, não interferir com o seu processo de abertura. Ele
sobretudo ouve e deixa você falar. Daí, você vai ao consultório de Jung.
Você encontrará duas confortáveis poltronas, uma de cara para a outra.
Você e ele são duas pessoas lidando com os mistérios do inconsciente, o
primeiro é experiente e ajuda o segundo a encontrar seu caminho.
Naturalmente, a person alidade do analista está envolvida. Jung não acha
de jeito nenhum que possa esconder-se de você. Ele aposta na
honestidade e humildade. Para ele, ambas as pessoas estão numa jornada,
ambas aprendendo, ambas descobrindo e ambas são influenciadas pelo mesma
força: o cativante e inteligente inconsciente.
La web Lo que somos publicó una lista de 25 películas "para despertar la conciencia política". Joyas como el Ciudadano Kane, En el nombre del Padre o el Gran dictador figuran en este compendio que relaciona al séptimo arte con la conciencia de nuestra realidad. Profesores, atentos a la lista ;)
Primero, las 10 obras maestras para abrir los ojos
1. El Gran Dictador - Charles Chaplin, Estados Unidos
Osadísimo proyecto artístico-político, al punto que el Presidente Roosevelt contactó a Chaplin para motivarlo por la oposición de la industria cinematográfica a su propuesta. La película logra un balance casi imposible: una sátira cómica de Hitler, al tiempo que una contundente denuncia pública sobre el Holocausto de los judíos, erigiéndose como el primer largometraje anti-Nazi de la historia. Chaplin, quien fuera la leyenda del cine mudo realiza uno de los discursos más memorables de la historia del cine, un manifiesto humanista en su máxima expresión.
2. Memorias del Subdesarrollo - Tomás Gutiérrez Alea, Cuba
Obra de reflexión mordaz que vio la luz en el cenit de la paranoia sobre la posibilidad de una guerra nuclear. Kubrick realiza una genial sátira del absurdo de la lógica política de la Guerra Fría, logrando quizás la única película que nos hace reír ante la auténtica posibilidad del fin del mundo. Como si fuera poco, los múltiples roles de Peter Sellers han convertido su actuación en una de las más famosas jamás plasmadas en celuloide.
4. Tierra en Trance - Glauber Rocha, Brasil
Una síntesis narrativa del circo político latinoamericano condensada en la historia del ficticio pero demasiado real país “El Dorado”. El caos de las luchas partidarias, el ciego fanatismo de las masas y la ambición corrupta por el poder son presentados de manera brillante por el ojo atrevido de Rocha, quien nos invita a examinar esta realidad desde la mirada de un idealista poeta y periodista. Una fiesta del Avant-garde y una invitación urgente a pensar, discutir e intentar transformar.
5. Ciudadano Kane-El Proceso - Orson Welles, Estados Unidos-Francia
Este legendariamente innovador filme toca en la llaga al imperio mediático de los Estados Unidos. “Ciudadano Kane” fue centro de una encarnizada lucha que intentó destruirlo aun antes de ser exhibido. La historia de este fallido intento de supresión artística ha sido en si misma inspiración de documentales como “La Batalla Sobre Ciudadano Kane” y el filme “RKO 281”. Menos conocida, su versión de “El Proceso” de Kafka es una penetrante meditación de los incomprensibles hilos del poder.
6. Z - Costa-Gavras, Grecia
La intriga política por excelencia presentada en una historia de represión sociopolítica basada en la vida real. La película es una directa alegoría al asesinato del líder demócrata griego Grigoris Lambrakis, en donde luego de este atroz hecho la letra “Z” se convirtió para el pueblo en símbolo de resistencia. Una propuesta de genuino coraje tomando en cuenta que fue realizada durante la dictadura orquestada por los mismos personajes a los que hace referencia el filme. Ganadora de dos premios Oscar a mejor edición y mejor película extranjera.
7. Yawar Malku, La Sangre del Cóndor - Jorge Sanjinés, Bolivia
Un largometraje actuado en lengua materna por indígenas auténticos en donde se reflexiona sobre la marginalidad y la opresión a la que son sometidos los pueblos nativos. La película presenta una denuncia sin tapujos a los Cuerpos de Paz de Estados Unidos por esterilizar a mujeres indígenas. En la vida real al poco tiempo de la exhibición del filme, y en plena Guerra Fría, los Cuerpos de Paz fueron expulsados de Bolivia. Esto es cine político, revolucionario e independiente en su estado más puro y radical.
8. Un Día Muy Particular - Ettore Scola, Italia
El día especial transcurre durante la multitudinaria visita de Hitler a Mussolini en Roma, años antes de que iniciara la Gran Guerra. Quizás la película de reflexión política más intimista que se haya filmado, una desgarradora reflexión sobre la influencia de los sistemas totalitarios en los sentimientos más vitales humanos. También un lujo de actuaciones: Sophia Loren y Marcello Mastroianni, en la cúspide de su talento y carisma, demuestran porqué son una de las parejas más legendarias del cine.
9. Xala - Ousmane Sembène, Senegal
Considerado el padre del cine africano, Sembène, un escritor que a los 40 años reconoce que la mayoría del pueblo de su país no puede leerle, decide hacerse director de cine. Con brillante ironía y humor el filme satiriza la corrupción política endémica posterior a la independencia de Senegal. Con efectiva simbología narra la tragicómica historia de un hombre poderoso que se descubre sexualmente impotente el día de su boda. “Xala” se convirtió en uno de los primeros filmes africanos en ganar reconocimiento internacional.
10. Todos los Hombres del Presidente - Alan Pakula, Estados Unidos
Brillante puesta en escena cinematográfica de uno de los trabajos periodísticos más importantes del siglo XX: el Escándalo Watergate que llevó al controversial Presidente de Estados Unidos Richard Nixon a renunciar al puesto. Dustin Hoffman y Robert Redford encarnan a los idealistas periodistas que investigando un asunto de aparente insignificancia política desencadenan una dramática bola de nieve.
Segundo, más obras inspiradoras películas de conciencia política
1. China Town (Roman Polanski, Estados Unidos) – Corrupción política y del sector privado para controlar el recurso agua
..
2. En el Nombre del Padre (Jim Sheridan, Irlanda) – Abuso extremo del sistema judicial que acusa a inocentes de un acto de terrorismo
3. La Ley de Herodes (Luis Estrada, México) – Tragicómica reflexión de la sociopatía de la corrupción latinoamericana
4. La Vida de los Otros (Florian Henckel, Alemania) - Control social bajo un régimen comunista totalitario en la Berlín de la Guerra Fría
5. Traffic (Steven Soderbergh, Estados Unidos) – Las complicidades transnacionales y redes de prebendas del narcotráfico
6. JFK (Oliver Stone, Estados Unidos) – Propuesta investigativa de la participación de poderes políticos en el asesinato de JFK
7. Tropa de Elite 1 y 2 (José Padilha, Brasil) - Vinculación del sistema policial y de altas esferas de poder con las estructuras criminales
8. Network (Sydney Lumet, Estados Unidos) – Excesos de poder y fragilidades de un imperio mediático
9. El Divo (Paolo Sorrentino, Italia) – Lúcida narración de la vida del maquiavélico político italiano Giulio Andreotti
10. La Historia Oficial (Luis Puenzo, Argentina) – Los silentes efectos familiares de una dictadura militar
11. Persépolis (Paronnaud y Satrapi, Francia) – Reflexión intimista de la vida en el exilio de una adolescente luego de crecer en el régimen Iraní
12. La Vida de Harvey Milk (Gus Van Sant, Estados Unidos) - Los profundos prejuicios sociales y la lucha por la reivindicación política de los homosexuales
13. Machuca (Andrés Wood, Chile) – El Golpe de Estado contra Salvador Allende percibido desde la perspectiva de un niño de familia proletaria
14. El Jardinero Fiel (Fernando Meirelles, Estados Unidos) – Una compleja red de corrupción política y privada se esconde detrás de una tragedia personal
15. También la Lluvia (Icíar Bollaín, España) – Un equipo de filmación español rueda en territorio boliviano un filme sobre la conquista mientras el pueblo se rebela contra una multinacional
La web Lo que somos publicó una lista de 25 películas "para despertar la conciencia política". Joyas como el Ciudadano Kane, En el nombre del Padre o el Gran dictador figuran en este compendio que relaciona al séptimo arte con la conciencia de nuestra realidad. Profesores, atentos a la lista ;)
Primero, las 10 obras maestras para abrir los ojos
1. El Gran Dictador - Charles Chaplin, Estados Unidos
Osadísimo proyecto artístico-político, al punto que el Presidente Roosevelt contactó a Chaplin para motivarlo por la oposición de la industria cinematográfica a su propuesta. La película logra un balance casi imposible: una sátira cómica de Hitler, al tiempo que una contundente denuncia pública sobre el Holocausto de los judíos, erigiéndose como el primer largometraje anti-Nazi de la historia. Chaplin, quien fuera la leyenda del cine mudo realiza uno de los discursos más memorables de la historia del cine, un manifiesto humanista en su máxima expresión.
2. Memorias del Subdesarrollo - Tomás Gutiérrez Alea, Cuba
Obra de reflexión mordaz que vio la luz en el cenit de la paranoia sobre la posibilidad de una guerra nuclear. Kubrick realiza una genial sátira del absurdo de la lógica política de la Guerra Fría, logrando quizás la única película que nos hace reír ante la auténtica posibilidad del fin del mundo. Como si fuera poco, los múltiples roles de Peter Sellers han convertido su actuación en una de las más famosas jamás plasmadas en celuloide.
4. Tierra en Trance - Glauber Rocha, Brasil
Una síntesis narrativa del circo político latinoamericano condensada en la historia del ficticio pero demasiado real país “El Dorado”. El caos de las luchas partidarias, el ciego fanatismo de las masas y la ambición corrupta por el poder son presentados de manera brillante por el ojo atrevido de Rocha, quien nos invita a examinar esta realidad desde la mirada de un idealista poeta y periodista. Una fiesta del Avant-garde y una invitación urgente a pensar, discutir e intentar transformar.
5. Ciudadano Kane-El Proceso - Orson Welles, Estados Unidos-Francia
Este legendariamente innovador filme toca en la llaga al imperio mediático de los Estados Unidos. “Ciudadano Kane” fue centro de una encarnizada lucha que intentó destruirlo aun antes de ser exhibido. La historia de este fallido intento de supresión artística ha sido en si misma inspiración de documentales como “La Batalla Sobre Ciudadano Kane” y el filme “RKO 281”. Menos conocida, su versión de “El Proceso” de Kafka es una penetrante meditación de los incomprensibles hilos del poder.
6. Z - Costa-Gavras, Grecia
La intriga política por excelencia presentada en una historia de represión sociopolítica basada en la vida real. La película es una directa alegoría al asesinato del líder demócrata griego Grigoris Lambrakis, en donde luego de este atroz hecho la letra “Z” se convirtió para el pueblo en símbolo de resistencia. Una propuesta de genuino coraje tomando en cuenta que fue realizada durante la dictadura orquestada por los mismos personajes a los que hace referencia el filme. Ganadora de dos premios Oscar a mejor edición y mejor película extranjera.
7. Yawar Malku, La Sangre del Cóndor - Jorge Sanjinés, Bolivia
Un largometraje actuado en lengua materna por indígenas auténticos en donde se reflexiona sobre la marginalidad y la opresión a la que son sometidos los pueblos nativos. La película presenta una denuncia sin tapujos a los Cuerpos de Paz de Estados Unidos por esterilizar a mujeres indígenas. En la vida real al poco tiempo de la exhibición del filme, y en plena Guerra Fría, los Cuerpos de Paz fueron expulsados de Bolivia. Esto es cine político, revolucionario e independiente en su estado más puro y radical.
8. Un Día Muy Particular - Ettore Scola, Italia
El día especial transcurre durante la multitudinaria visita de Hitler a Mussolini en Roma, años antes de que iniciara la Gran Guerra. Quizás la película de reflexión política más intimista que se haya filmado, una desgarradora reflexión sobre la influencia de los sistemas totalitarios en los sentimientos más vitales humanos. También un lujo de actuaciones: Sophia Loren y Marcello Mastroianni, en la cúspide de su talento y carisma, demuestran porqué son una de las parejas más legendarias del cine.
9. Xala - Ousmane Sembène, Senegal
Considerado el padre del cine africano, Sembène, un escritor que a los 40 años reconoce que la mayoría del pueblo de su país no puede leerle, decide hacerse director de cine. Con brillante ironía y humor el filme satiriza la corrupción política endémica posterior a la independencia de Senegal. Con efectiva simbología narra la tragicómica historia de un hombre poderoso que se descubre sexualmente impotente el día de su boda. “Xala” se convirtió en uno de los primeros filmes africanos en ganar reconocimiento internacional.
10. Todos los Hombres del Presidente - Alan Pakula, Estados Unidos
Brillante puesta en escena cinematográfica de uno de los trabajos periodísticos más importantes del siglo XX: el Escándalo Watergate que llevó al controversial Presidente de Estados Unidos Richard Nixon a renunciar al puesto. Dustin Hoffman y Robert Redford encarnan a los idealistas periodistas que investigando un asunto de aparente insignificancia política desencadenan una dramática bola de nieve.
Segundo, más obras inspiradoras películas de conciencia política
1. China Town (Roman Polanski, Estados Unidos) – Corrupción política y del sector privado para controlar el recurso agua
..
2. En el Nombre del Padre (Jim Sheridan, Irlanda) – Abuso extremo del sistema judicial que acusa a inocentes de un acto de terrorismo
3. La Ley de Herodes (Luis Estrada, México) – Tragicómica reflexión de la sociopatía de la corrupción latinoamericana
4. La Vida de los Otros (Florian Henckel, Alemania) - Control social bajo un régimen comunista totalitario en la Berlín de la Guerra Fría
5. Traffic (Steven Soderbergh, Estados Unidos) – Las complicidades transnacionales y redes de prebendas del narcotráfico
6. JFK (Oliver Stone, Estados Unidos) – Propuesta investigativa de la participación de poderes políticos en el asesinato de JFK
7. Tropa de Elite 1 y 2 (José Padilha, Brasil) - Vinculación del sistema policial y de altas esferas de poder con las estructuras criminales
8. Network (Sydney Lumet, Estados Unidos) – Excesos de poder y fragilidades de un imperio mediático
9. El Divo (Paolo Sorrentino, Italia) – Lúcida narración de la vida del maquiavélico político italiano Giulio Andreotti
10. La Historia Oficial (Luis Puenzo, Argentina) – Los silentes efectos familiares de una dictadura militar
11. Persépolis (Paronnaud y Satrapi, Francia) – Reflexión intimista de la vida en el exilio de una adolescente luego de crecer en el régimen Iraní
12. La Vida de Harvey Milk (Gus Van Sant, Estados Unidos) - Los profundos prejuicios sociales y la lucha por la reivindicación política de los homosexuales
13. Machuca (Andrés Wood, Chile) – El Golpe de Estado contra Salvador Allende percibido desde la perspectiva de un niño de familia proletaria
14. El Jardinero Fiel (Fernando Meirelles, Estados Unidos) – Una compleja red de corrupción política y privada se esconde detrás de una tragedia personal
15. También la Lluvia (Icíar Bollaín, España) – Un equipo de filmación español rueda en territorio boliviano un filme sobre la conquista mientras el pueblo se rebela contra una multinacional
Impasse é um documentário sobre as manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. Foi produzido em Florianópolis em 2010. Além de cenas que não foram exibidas em nenhuma tevê, incluindo flagrantes de violência policial, Impasse revela o que pensam usuários,empresarios e representantes dos governos municipal e estadual.
O documentário aborda, ainda, o Projeto Tarifa Zero, principal bandeira do Movimento Passe Livre
• Saiba mais em docdois.com.br
• Produção, direção e roteiro: Juliana Kroeger e Fernando Evangelista
• Edição: Juliana Kroeger
• Finalização: Lucas Barros
• Edição de áudio: Nicolau Varela
• Imagens: Fernando Evangelista
• Imagens Adicionais: Carlos Cazé, Hans Denis Schneider, Juliana Kroeger, Karem Kilim, Silvestre Lacerda
• Comissão de Edição: Carlos André dos Santos, Fabrizio Reis Luciani, Luiza Bodenmüller, Marino Mondek, Vinícius Possebon